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Vencimentos de títulos da dívida somam R$ 241 bilhões e novas emissões preocupam

18.Agosto.2020

No último dia 15 de agosto aconteceu o vencimento de R$ 78,3 bilhões em NTN-Bs (títulos que remuneram pela inflação mais uma taxa predefinida). Nos dias 1º de setembro e 1º de outubro, mais dois vencimentos vão somar R$ 162,63 bilhões. Contando com a liquidação da semana passada, serão R$ 240,9 bilhões de títulos da dívida pública vencendo entre agosto e outubro deste ano.

Vencimentos como estes são motivo de preocupação para o governo, já que encontrar compradores interessados nas novas emissões de títulos da dívida está cada vez mais difícil por conta da difícil situação fiscal do país. Com a Selic (taxa básica de juros) na mínima histórica de 2% ao ano, há um grande descolamento entre esta taxa e a remuneração média dos títulos prefixados, que segue a curva de juros futuros.

O pior é que mesmo pagando entre 6% e 7% ao ano (muito acima da Selic atual), os prefixados que vencem 2026 e 2031 estão encalhando e o governo tem precisado recorrer às Operações Compromissadas, em que o Banco Central vende os títulos para instituições financeiras com condições diferenciadas (juros mais altos e prazos menores) e com compromisso de recomprá-los normalmente em um dia.

Isso resulta na piora no perfil da dívida pública, com prazos mais curtos e taxas elevadas. Segundo dados do Tesouro Nacional, o prazo médio da Dívida Pública Federal apresentou redução, de 3,96 anos, em maio, para 3,87 anos, em junho. Até o final do ano, a expectativa do mercado é que esse prazo diminua mais, diante dos atuais fundamentos fiscais.

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Convex

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