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Tripé de riscos da renda fixa: três fatores para ficar atento

11.Novembro.2019

O Brasil vive hoje um problema de crédito privado onde as debêntures estão no centro da questão. Os títulos de renda fixa emitidos por empresas não-financeiras tem hoje no Brasil um estoque total de R$ 635 bilhões. Apesar dos altos números, o mercado secundário de debêntures no Brasil sofre com a baixa liquidez, movimentando apenas cerca de R$ 800 milhões por dia. Outro agravante é a possibilidade de resgates diários em alguns fundos de investimento com boa parte da carteira alocada em debêntures. Em situação de corrida de resgates, o valor dos ativos pode distorcer e despencar em questão de minutos.

Os problemas envolvendo as debêntures apenas reforçam a necessidade que todo investidor tem de compreender os três fatores de risco dos instrumentos de renda fixa:

Primeiro é preciso analisar o risco de crédito, que diz respeito a qualidade do emissor. Quem está emitindo o título, governo, banco, empresa não-financeira? Apesar dos valores de retorno para investimentos em renda fixa serem pré-fixados, é preciso ficar atento quanto a saúde financeira das empresas que as emitem para evitar riscos de calote.

Já o risco de mercado diz respeito a flutuação deste título em relação as variações da taxa de juros de mercado. Se o título for de longa duração, ele se torna sensível a taxa de juros, podendo seu preço de mercado sofrer grandes variações. Se tem prazos mais curtos, é menos sensível a mudanças.

O risco de liquidez é o que vive as debêntures no Brasil hoje, que tem grande volume investido mas com uma válvula de escape insuficiente. Se não há como sair, a tendência é que os títulos tenham seus preços deteriorados em caso de venda em massa dos ativos.

 

Convex

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