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O que a Crise de 2020 ensina em relação a sobrevivência nos mercados

14.Outubro.2020

Histórias de pessoas que perderam boa parte ou até mesmo todo o capital aplicado são comuns e mostram que quem utiliza os investimentos visando apenas o retorno rápido e a especulação corre riscos altíssimos ao longo da sua jornada financeira.

Os grandes crashs do mercado, como a bolha das empresas de internet no início dos anos 2000, a crise do subprime em 2008 e a mais recente derrocada dos ativos que tiveram como gatilho da pandemia COVID 19, dizimaram inúmeros investidores que não se prepararam adequadamente.

Mas o que a maioria desses investidores têm comum? A sua exposição ao risco era absolutamente desfavorável e visava em primeiro lugar ganhos elevados, sem uma preocupação adequada com o gerenciamento de riscos, a possíveis revezes do mercado, como o que aconteceu no começo deste ano.

Ajuste da Exposição aos Mercados

A filosofia de investimentos da Convex Research estabelece que o investidor precisa estar atento e bem orientado quanto aos sinais e níveis de fragilidade da economia e dos mercados. Não se trata de tentar prever a direção exata de preços de ativos, mas sim, analisar e monitorar os mercados de forma criteriosa e pragmática, sem torcida por determinados eventos. Com estas informações, ajustar a exposição para que tenha possibilidade de retornos consistentes e perdas limitadas diante de um cenário turbulento. 

Muitos sinais preocupantes da fragilidade das economias nacionais e internacionais já vinham sendo alertadas desde meados de 2019 pela Convex Research. Os sinais já se alinhavam e indicavam um possível recessão mundial, intensificam a importância de um portfólio mais defensivo. No inicio de 2020, o aumento das incertezas começaram a se instensificar, principalmente com a notícia da gripe que se espalhava pela China inicio de janeiro, enquanto muito minimizaram as consequências, alertávamos que aquele poderia ser um perigoso gatilho.

O FRA OIS Spread - indicador que mensura condições de crédito e mostra a melhora ou piora na liquidez dos ativos – começou a subir de forma persistente no começo de fevereiro, indicando um grande desconforto em relação ao avanço do coronavírus – que até então ainda não era classificado como uma pandemia.

Já o VIX (Volaty Index), conhecido como “Índice do Medo”, passou dos 12,10 pontos para 18,23 pontos entre 17 e 27 de janeiro, um aumento de 50% em apenas 10 dias. Neste mesmo período, o Ibovespa registrou uma pequena queda, mas ainda estava no nível dos 114.500 pontos, muito acima do nível que atingiu em março.

Poucas semanas depois, quando o vírus foi declarado como uma pandemia, o preço dos papéis desabou e os investidores que estavam muito expostos aos ativos mais sensíveis, como as ações, amargaram perdas que ultrapassaram 50% em poucas semanas.

Não Negligêncie o Risco 

A verdade é que em meio à euforia dos ativos (que já estavam com preços nas alturas), boa parte do mercado ignorou e minimizou os efeitos do coronavírus, classificando-o como mais uma gripe comum, que teria pouco impacto na vida das pessoas. Isso criou a combinação para uma tempestade perfeita nos mercados. Passado o ápice da crise do coronavírus, no entanto, é notório que muitos dos sinais de deterioração dos mercados segue sendo ingnorada.

O economista Richard Rytenband já dizia, em 20 de dezembro de 2019: "O gerenciamento de riscos é menos sobre a compreensão de eventos aleatórios e mais sobre o quanto eles podem fazer conosco. Esta é a lição que infelizmente muitos vão aprender em breve. No fim do dia, nada como o tempo para avaliar e julgar a forma de exposição dos investidores no mercado”, escreveu o CEO da Convex.

Diante de um cenário complexo como o atual, é essencial priorizar o gerenciamento de riscos nos investimentos. Por mais que o desejo seja para que o melhor no país e no mundo, torcida não muda o resultado e não garante a sobrevivência. Por isso, adote uma postura pragmática nos investimentos, focada na análise dos sinais da economia e dos mercados.  

Convex

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