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Novas ondas de Covid-19 na Europa e na Coreia do Sul causam preocupação

27.Agosto.2020

Da Redação 

 

As infecções por Covid-19 estão aumentando em países da Europa e da Ásia, e já causam preocupação nas autoridades. A Coreia do Sul, que conseguiu controlar a pandemia nos primeiros meses e serviu como exemplo para outras nações, vem registrando grande avanço de casos diários.

Para tentar combater o vírus, o governo sul-coreano intensificou as regras de distanciamento social no país, tornando o uso de máscara obrigatório na capital, Seul, onde estão concentrados a maioria dos novos casos da doença. Também foi decretado o fechamento de escolas e creches na cidade, que concentra quase 10 milhões de habitantes.

De acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, o número de casos no país chegou a 18.706, com 313 mortes. Boa parte das pessoas foram infectadas nas últimas semanas, como mostra o gráfico:

Europa em alerta

Países da Europa também acenderam o sinal amarelo em relação ao controle da doença, depois que o número de casos voltou a aumentar. A Espanha, que foi fortemente afetada no início da pandemia, vinha conseguindo controlar o número de novos casos nos últimos meses.

O número de infectados no país já passa de 419 mil, com um total de 28.971 mortes. Entre maio e junho, os novos casos se mantiveram entre 200 e 300 por dia no país. Em julho, no entanto, esse número voltou a crescer, atingindo picos de mais de 3 mil novos casos diários.

Nas últimas semanas, a situação piorou: desde o último dia 20 o número diário se manteve acima de 7.000 novas infecções, como mostra o gráfico:

De acordo com o jornal EL País, o número de internações também vem crescendo exponencialmente, como mostra o gráfico abaixo:

Na Itália, onde o número de casos já passa de 262 mil, as últimas semanas também mostram um aumento na curva da doença. Ao longo do mês de julho, a quantidade de novos infectados variou entre 128 e 387 por dia. Já em agosto, houve uma forte alta, com pico de 1.366 casos registrados na última quarta-feira (26).

De acordo com a agência de notícias italiana Ansa, o crescimento dos casos não teve impacto proporcional no número de mortes. O país registrou 13 óbitos nesta quarta-feira, maior cifra desde 8 de agosto, mas vinha de uma sequência de 13 dias seguidos com menos de 10 óbitos a cada 24 horas.   

Preocupação nas fronteiras

Desde o dia 15 de junho, as fronteiras internas dos países pertencentes ao espaço Schengen (área de livre circulação composta por 22 membros da União Europeia, além de Suíça, Islândia, Noruega e Liechtenstein), tinham sido reabertas – ou seja, a circulação entre pessoas dessas nações estava acontecendo sem restrições.

No entanto, o recente aumento de casos nos países europeus provocou novas mudanças e medidas mais severas para controlar a circulação de pessoas. A Bélgica, por exemplo, exige uma quarentena de 14 dias para viajantes recém chegados de Malta, Romênia ou do a Espanha.

No Reino Unido, quem chega da França e da Holanda também é obrigado a passar 14 dias isolado.

Números no mundo

No mundo, os números da doença continuam crescendo. Desde seu surgimento, a Covid-19 já deixou mais de 826.418 mortos e infectou cerca de 24,2 milhões de pessoas, segundo a Universidade Johns Hopkins.

Bolsas seguem em alta – por enquanto

Apesar do aumento dos casos em vários países europeus, as principais Bolsas do continente seguem em alta este mês. Na Alemanha, estímulos econômicos adicionais anunciados nesta semana animaram os investidores, enquanto na França a boa notícia veio de dados da economia.

Na última terça-feira (25), o governo alemão fechou acordo para prorrogar o programa de subsídios ao trabalho de curta duração até o fim de 2021. Inicialmente, o prazo para que a medida expirasse era março de 2020. DE acordo com dados do instituto Ifo, da Universidade de Munique. Em julho, 5,6 milhões de alemães foram beneficiados pelo programa.

No entanto, o consenso entre os analistas é que os países precisarão lidar com os efeitos do endividamento causado pelos estímulos econômicos para que o crescimento seja sustentável.

“A maioria dos observadores econômicos reconhece que não será possível retomar o crescimento ‘normal’ até que a pandemia esteja sob controle. Mas mesmo quando esse dia maravilhoso chegar, a sustentabilidade econômica vai exigir que se resolva o problema do endividamento elevado”, escreveu a economista Anne Krueger, em sua coluna no Jornal de Negócios de Portugal.

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