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Gerenciamento de Riscos: frequência de acertos pode não ser tão importante quanto você imagina

15.Setembro.2020

Muitas pessoas acreditam que para ser um investidor bem-sucedido basta ter uma alta frequência de acertos nas suas operações. No entanto, de nada adianta ganhar muitas vezes, se quando tiver perdas, seu prejuízo for muito elevado ou  te levar a ruína.

Para entender melhor essa ideia, imagine que durante um mês, um trader opere em 20 pregões da Bolsa e obtenha lucro em 70% dos dias e prejuízo nos outro 30%. Parece muito bom? Não necessariamente. Apenas essa informação não significa que está pessoa seja um operador bem-sucedido.

Neste exemplo, o trader que opera 20 dias no mês ganharia em 14 dias (70%) e perderia nos outros seis dias (30%). No entanto, considere que nos dias em que ele acerta, sua média de ganhos seja de apenas R$ 100. Já quando ele erra, sua média de perdas seja de 300.

Logo, no final de um mês, esse trader teria obtido os seguintes resultados:

14 dias ganhando R$ 100 por dia = R$ 1.400

6 dias perdendo R$ 300 por dia = R$ 1.800

Resultado final: R$ 1.400 – R$ 1.800 = Prejuízo de R$ 400.

Ou seja, mesmo que a sua frequência de ganhos seja muito mais alta do que a de perdas, esse trader não conseguiria obter lucro com as operações no final do mês.

Neste caso, ele precisaria reavaliar o seu gerenciamento de riscos para mudar esse cenário e passar a lucrar de maneira consistente. Caso contrário, ele duraria muito pouco no mercado.

Alta frequência de acertos e ganhos elevados

O investidor bem-sucedido é justamente aquele que consegue ter uma boa frequência de acertos aliada a um gerenciamento de riscos bem feito – ou seja, quando ele acerta ganha muito, e quando erra, perde pouco.

Esse é a ideia de convexidade no mercado financeiro, a chamada exposição convexa. Uma exposição é considerada convexa quando o operador tem muito a ganhar e pouquíssimo a perder, fazendo com que a volatilidade e a desordem joguem ao seu favor.

“Esse é um conceito fundamental para quem quer se manter no mercado por toda a vida e evitar o risco de ruína”, afirma Richard Rytenband, economista e CEO da Convex Research.

Na prática, esse investidor prioriza a sobrevivência e uma vez vivo, ele se torna apto para se beneficiar independente do cenário.

O CEO da Convex resume todo esse ensinamento sobre o gerenciamento de risco em uma frase:

“Não existe exposição perfeita, mas ela deve ser sempre convexa" - Richard Rytenband.

Convex

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