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Entenda o Risco de Conversibilidade

16.Junho.2020

A importância da dolarização de parte do portfólio dos investimentos conquistou repercussão nos últimos meses. Praticamente todas as casas de análises, analistas e fundos de investimentos passaram a falar sobre o assunto. Apesar do avanço, pelo fato do tema estar sendo debatido com mais frequência, tem um ponto muito sensível que ainda é pouco esclarecido aos investidores brasileiros, se trata dos riscos envolvendo investimentos indiretos no dólar.

Ter investimentos em dólares no Brasil é diferente de ter investimentos realizados diretamente nos mercados globais, em dólares. Apesar de em um primeiro momento parecer óbvio, não é. Muitos investidores começaram a se expor de forma indireta, através de BDR's e fundos cambiais, por exemplo, sem ter consciência das fragilidades desse tipo de exposição. 

Entenda o Chamado Risco de Conversibilidade

O principal problema da forma indireta é o chamado risco de conversibilidade. As exposições a ativos dolarizados no Brasil são formas indiretas, o que significa que o investimento acompanha a variação cambial, mas a aplicação é feita e recebida em reais. Portanto, o investidor não está exposto diretamente ao dólar e está sob o risco de conversibilidade, já que pode não conseguir trocar seus reais por dólares em um momento de necessidade

No Brasil, não temos a plena conversibilidade da moeda, a legislação cambial é antiga, formulada entre os anos de 1920 e 1950. Há um emaranhado de burocracias que estabelecem limites ao brasileiro que deseja trocar reais por dólares. 

A ausência de conversibilidade plena significa o risco de controles administrativos nas transações de moeda estrangeira, como tributos que podem incidir nas transações ou até mesmo o controle de capitais, com limitações mensais para a troca de moeda estrangeira, como ocorre atualmente na Argentina, não podem ser ignorados pelo investidor brasileiro. 

Na Argentina, com a depreciação da moeda local e iminente instabilidade, viu-se que rapidamente se levantaram medidas governamentais para impedir e limitar a compra de dólares, em que limitações cambiais impostas não permitem trocar mais de U$200 por mês. 

Estratégia para Preservação do Patrimônio 

A preservação do seu patrimônio passa pela verdadeira diversificação, com a exposição aos mercados globais.  A dolarização de parte do patrimônio é a porta de entrada para você investir nos mercados globais, preservar seu patrimônio e se manter investidor por toda sua vida. Não se trata de especular com a taxa de câmbio, mas de proteger parte do seu patrimônio do risco país e ter acesso a todas classes de ativos no maior mercado financeiro mundial.




 

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